“Shabat Hagadol”
No contexto da parashá desta semana, Parashá Tzav, na qual a Torá nos relata as obrigações dos sacrifícios, com tantos detalhes que chegamos a perguntar que relevância poderiam ter estes sacrifícios nesta era. Numa época em que os países “desenvolvidos” orgulham-se das suas sociedades protectoras de animais, na luta pelas espécies em perigo de exterminação bem como por outros interesses.
Mas interessante é, quando se trata do direito de um indefeso humano como o é o feto de uma mulher grávida; desde logo os direitos dos débeis se eliminam da consciência. Será que não lutamos pelos direitos alheios senão que queremos tranquilizar a nossa consciência através da protecção daquele que não nos incumbe?
Quando ouvimos que existem países onde a Shechitá foi proibida por crueldade, isso demonstra-nos o equívoco acerca dos conceitos, no qual nos encontramos. Poderíamos pensar que a Torá permite sofrer desnessáriamente, quando o Talmud nos relata que, Rabí Yehudá Hanasí recompilador da Mishná que se encontrava na sua liská do Sanhedrín, no Santuário, veio escapar um animal que estava a ser levado para o seu sacrifício e esconder-se debaixo da sua cadeira e Rabí Yehudá ao vê-lo dirigiu-se para o animal e criticou-o porque fugia do sacrifício para para o qual tinha sido eleito. Por isso ele foi criticado e castigado a doze anos de doença, por não entender que o pobre animal fugia da morte.
A Torá critica o não compreender e falar mal a um animal e não critica fazendo-o sofrer inecessariamente.
A Torá possui escalas de valores e põe o valor da vida humana acima do valor da vida animal, pelo que nos permitiu sacrificar a vida de um animal para a nossa comida, para os nossos medicamentos e até mesmo para realizar estudos médicos.
Na Torá não existem mistérios nem tabús, é posssível entender tudo e tudo deve ser entendido, pois a falta de conhecimento afasta a pessoa do seu bom cumprimento. O preceito da vaca vermelha realça mais do que nenhuma obrigação, a dificuldade de entendimento em tudo o que se encontra relacionado com a pureza espiritual com o próprio espírito. Tal como o material tem as suas leis físicas que o definem, onde apenas conhecimentos muito profundos chegam a entender com muitas limitações o comportamento das ditas leis e as forças que a dirigem, já que é mais o que é desconhecido que o conhecido, muito mais afastado se encontram de nós os conhecimentos das leis que regem o mundo espiritual.
Apenas mentes atrofiadas tentariam ensinar engenharia a um menino, assim como a Halachá critica quem tenta entender as leis da pureza espiritual e o seu comportamento, sem antecipadamente entender as leis que regem a vida quotidiana e material do humano.
Em dias tão indecisos como os actuais, que o mundo atravessa, devemos apoiar-nos na segurança que a Torá dá a quem a estuda e a alegria que obriga a Halachá, tal como nos disseram os nossos Sábios: “É uma grande obrigação estar sempre alegre” e “Não há alegria como o esclarecimento da dúvida”.
Este mês de Nissan, mês no qual se começa um novo ano como povo, deve ser um mês de mudanças, no qual o Chametz, símbolo de orgulho, se converte em Matzá, símbolo da austeridade. A Primavera, símbolo do florescimento da tristeza do Inverno, conduz-nos à alegria do Verão. Assim, como o Povo Israel começa o seu calendário neste mês no qual se converteu de um povo de escravos num povo de profetas, como disse o Midrash: “Viu a serva no Mar Vermelho o que não viu Ben Buzi em profecia”.
O Shabat anterior a Pessach é denominado na Halachá como Shabat Hagadol- o Grande Shabat- já que a saída do Egipto aconteceu na noite entre os dias 14 e 15 de Nissan, numa quarta-feira pela noite. O dia 10 de Nissan em Shabat, o Todopoderoso disse a Moshé:”E tomarão um cabrito por família...”. Todo o Povo de Israel fez segundo o que lhe fora ordenado, mesmo quando o cabrito era um dos deuses do Egipto. Um povo de escravos, impotentes sob o jugo do grande império, levantou/se contra o seu opressor apenas pela fé. É por isso que esse Shabat é denominado o Grande Shabat para nos ensinar o que a fé e a disposição podem fazer.
União, preocupação mútua, direcção, limitações, obrigações... fizeram do nosso povo “Am Segulá”, um povo capaz de ser a luz dos povos.
Shabat Shalom
http://www.mesilot.org/pt/parasha/tzav.htm
segunda-feira, 26 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Parashá Vayikrá
“E chamou a Moshé...” (Vaykrá 1:1)
“Vaykrá el Moshé...”, “E chamou a Moshé...”, com estas palavras começa o terceiro livro da Torá, quando por tradição a letra alef de vayikrá aparece diminuída para indicar-nos com que intenção o Todopoderoso se dirigia a Moshé, “Vayikrá” (com apreço). Era com apreço que o Todopoderoso se dirigia a Moshé. Mas porque é que, justamente nesta parashá a Torá nos recorda esta condição? Devemos encontrar a resposta no próprio tema que relata a parashá: “os sacrifícios”. O que é que significam os sacrifícios que Caim e Abel, filhos do primeiro homem, sentiram a necessidade de sacrificar e entregar ao Todopoderoso?
Nas parashiot da construção do Tabernáculo, como dos seus instrumentos e vestimentas, assim como na dos sacrifícios, a Torá estende-se em detalhes e por vezes repete uma e outra vez, quando determinados preceitos como os referentes ao Shabat, Tefilin ou Mezuzá, aprendêmo-las de indicações indirectas. Se recordarmos que o Tabernáculo foi ordenado apenas para os quarenta anos passados no desertos e que uma vez conquistada a Terra de Israel deveria ser construído o Beit Hamikdash, então ressalta a pergunta do porquê!
Sobre a construção do Tabernáculo está escrito: “Façam-me uma Casa e Habitarei neles: o Tabernáculo, os sacrifícios aproximam-nos do Todopoderoso, pois da mesma maneira que um imân atrai outro, em certas condições, a condição de oferecer, de dar, atair em certas condições a Fonte da bondade.
Advertiram-nos os nossos Sábios, que nada de mal sairá da caridade até que foi denominada com o nome de Shalom: ” e será o facto da caridade Shalom”. Os preceitos são os meios que nos aproximam a Ele, uma mitzvá (preceito) atrai outra mitzvá, e esta à seguinte, até que se cumpre o dito de Rabi Chanania Ben Akashia:”O Todopoderoso quis dar mérito ao Povo de Israel, portanto, aumentou a Torá e os preceitos, como está escrito: Ele procura dar-lhes mérito, então aumentou a Torá e engrandeceu-a”. Os preceitos foram um presente Divino para nosso bem, enquanto que o Tabernáculo com o seu serviço é uma realidade da convivência Divina com o ser humano.
Desde a destruição do Templo e perante a impossibilidade de realizar os sacrifícios, ficou-nos neste mundo apenas a Beit Haknesset e as Tefilot. O Talmud no tratado de Berachot diz: “Ao Todopoderoso apenas ficou neste mundo o lugar onde se estuda a Halachá (Torá)”. A sinagoga e o Beit Hamidrash são os espaços onde se encontra a Divindade. Que sensação de importância e de respeito devemos a estes lugares, com que temor devemos entrar neles e com que sensação devemos sair! Por desgraça o costume destrói toda a condição e o quanto a pessoa deve recordar dia após dia o lugar onde se encontra.
Seja a vontade Divina que estes dias de Nissan que se avizinham, convertam todas as nossas preocupações em alegrias e todas as nossas suspeitas em boas notícias, como está escrito: “Em Nissan foram salvos, em Nissan serão salvos”.
Rab. Shlomó Wahnón
http://www.mesilot.org/pt/parasha/vayikra.htm
“Vaykrá el Moshé...”, “E chamou a Moshé...”, com estas palavras começa o terceiro livro da Torá, quando por tradição a letra alef de vayikrá aparece diminuída para indicar-nos com que intenção o Todopoderoso se dirigia a Moshé, “Vayikrá” (com apreço). Era com apreço que o Todopoderoso se dirigia a Moshé. Mas porque é que, justamente nesta parashá a Torá nos recorda esta condição? Devemos encontrar a resposta no próprio tema que relata a parashá: “os sacrifícios”. O que é que significam os sacrifícios que Caim e Abel, filhos do primeiro homem, sentiram a necessidade de sacrificar e entregar ao Todopoderoso?
Nas parashiot da construção do Tabernáculo, como dos seus instrumentos e vestimentas, assim como na dos sacrifícios, a Torá estende-se em detalhes e por vezes repete uma e outra vez, quando determinados preceitos como os referentes ao Shabat, Tefilin ou Mezuzá, aprendêmo-las de indicações indirectas. Se recordarmos que o Tabernáculo foi ordenado apenas para os quarenta anos passados no desertos e que uma vez conquistada a Terra de Israel deveria ser construído o Beit Hamikdash, então ressalta a pergunta do porquê!
Sobre a construção do Tabernáculo está escrito: “Façam-me uma Casa e Habitarei neles: o Tabernáculo, os sacrifícios aproximam-nos do Todopoderoso, pois da mesma maneira que um imân atrai outro, em certas condições, a condição de oferecer, de dar, atair em certas condições a Fonte da bondade.
Advertiram-nos os nossos Sábios, que nada de mal sairá da caridade até que foi denominada com o nome de Shalom: ” e será o facto da caridade Shalom”. Os preceitos são os meios que nos aproximam a Ele, uma mitzvá (preceito) atrai outra mitzvá, e esta à seguinte, até que se cumpre o dito de Rabi Chanania Ben Akashia:”O Todopoderoso quis dar mérito ao Povo de Israel, portanto, aumentou a Torá e os preceitos, como está escrito: Ele procura dar-lhes mérito, então aumentou a Torá e engrandeceu-a”. Os preceitos foram um presente Divino para nosso bem, enquanto que o Tabernáculo com o seu serviço é uma realidade da convivência Divina com o ser humano.
Desde a destruição do Templo e perante a impossibilidade de realizar os sacrifícios, ficou-nos neste mundo apenas a Beit Haknesset e as Tefilot. O Talmud no tratado de Berachot diz: “Ao Todopoderoso apenas ficou neste mundo o lugar onde se estuda a Halachá (Torá)”. A sinagoga e o Beit Hamidrash são os espaços onde se encontra a Divindade. Que sensação de importância e de respeito devemos a estes lugares, com que temor devemos entrar neles e com que sensação devemos sair! Por desgraça o costume destrói toda a condição e o quanto a pessoa deve recordar dia após dia o lugar onde se encontra.
Seja a vontade Divina que estes dias de Nissan que se avizinham, convertam todas as nossas preocupações em alegrias e todas as nossas suspeitas em boas notícias, como está escrito: “Em Nissan foram salvos, em Nissan serão salvos”.
Rab. Shlomó Wahnón
http://www.mesilot.org/pt/parasha/vayikra.htm
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Visita do Embaixador Israelita a Belmonte

A visita do Embaixador de Israel em Portugal, deveu-se ao relembrar que Israel está com a Comunidade Judaica de Belmonte e assinalar os 63 anos da existência do Estado de Israel.
Foram acendidas três velas em memória;
1 - Vitimas Judaicas na Inquisição Portuguesa e Espanhola,
2 - Vitimas Judaicas durante a segunda grande guerra Mundial (seis milhões de Judeus),
3 - Vitimas das Guerras e atentados em favor de Israel.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Um espaço a ter em conta...
Sinagoga no Porto
Vestígios de uma sinagoga secreta dos finais do século XVI no Porto, na Rua de S.
Miguel, numa casa comprada há quatro anos pelo pároco de Nossa Senhora da Vitória. Encontrado por acidente durante uma obras, um nicho emparedado foi identificado por especialistas como um ekhal (pronunciado “errál”), a reentrância onde eram guardados os rolos da Torá, a parte mais sagrada da sinagoga, também conhecida simplesmente como Arca (aron ha’kodesh – ארון הקדש). Este achado reveste-se de uma importância histórica notável, provando a existência de uma sinagoga secreta no Porto mais de um século após a conversão forçada dos judeus portugueses, decretada por D. Manuel I em 1497.
Parashá Metzorá
“Esta é a lei do Metzorá...” (Vayikrá 14:1) “Esta é a lei do Metzorá (infecção especial parecida com a lepra)...e saíra o cohen fora do acampamento... e tomará para o que se purifica, dois pássaros vivos e puros, um pau de madeira de cedro, lã pintada de carmesim e uma planta de hissopo”, o qual comenta Rabí Shlomo Ben Ishakí (Rashi): devido a que estas confecções chegam à pessoa pelo seu mal falar (Lashóm Hará), que provém o sussurro das palavras e por isso lhe exigiram trazer dois pássaros que sussurram continuamente. O Metzorá é obrigado a abandonar o acampamento até que se purifique. Deve separar-se da comunidade pelo grande estrago que provocou “o seu mau falar”: Rabí Israel Meí Hacohen, autor a Mishná Berurá no seu livro Chafetz Chaim (Quem deseja viver), na sua introdução começa no parágrafo de Salmos (34:13, 14,15): “Qual é o homem que deseja a vida, que quer muitos dias nos quais deseja ver o bem? Guarda a tua língua para que não falar mal e os teus lábios de falar mentiras. Afasta-te da maldade e faz o bem, procura a paz e persegue-a.” A vida encontra-se na língua, como disseram os nossos Sábios:”A vida e a morte estão na posse da língua”, ou como disse Rabí Shimón Ben Gamliel em Pirkei Avot: “Toda a minha vida me criei entre os Sábios e não vi melhor para o corpo que o silêncio”. Muitos conselhos a este respeito nos são transmitidos ao longo das gerações sobre o cuidado que deve ter a pessoa no uso do potencial Nefesh Chaiá (alma viva) que o define o Targum Onkelos:”Ruach Hamelalá” (espírito que fala ) e Rashi comenta: Que ainda também os animais foram denominados “espíritos vivos”, o homem foi denominado por excelência, pois foi-lhe concedido o entendimento e a fala. Os animais têm a capacidade de entender o que falam, de compreender a profundidade do conteúdo, das intenções. “Bendito seja o Todopoderoso... que nos deu a Torá para que possamos cumprir os Seus preceitos e toda a Sua intenção para nos beneficiar...”, tal como nos advertiu Moshé Rabeinu antes de se despedir do povo )Deuteronómio 12:13): “O que é que o Todopoderoso exige... cuidar as leis e os preceitos que vos encomendou hoje para vosso bem”. Entre as limitações que os nossos Sábios estabeleceram em relação ao falar mal, disseram: Três pessoas pecam quando se fala mal: aquele que fala, o que escuta e aquele de quem se fala. Ao que nos perguntamos, que culpa tem a pessoa de quem se fala para que seja considerada cúmplice neste pecado? A resposta encontra-se no fundo da pessoa e a sua responsabilidade com o próximo. A pessoa é um ser simpático como disse o Rei Shlomo nos Provérbios (27:19): “Assim como o rosto se reflecte na água, também o coração do homem com o seu próximo”, tal como é muito difícil sorrir perante quem chora também é difícil criticar aquele que nos faz bem. Fazer bem é algo ilegível, senão uma obrigação na nossa responsabilidade para com o nosso próximo. Fazer bem ao próximo converte-se em nosso próprio benefício, uma vez que todos nos encontramos no mesmo barco, e um passageiro faz um buraco no seu camarote, não está a pôr em perigo apenas o seu quarto, senão todo o navio, todos nós. O defeito humano encontra-se no quanto estranho se sente em relação ao seu próximo. Assim, é difícil encontrar quem critique o seu melhor amigo e muito menos o seu filho e muito menos a si mesmo. A crítica não construtiva vem apenas pelas más condições humanas, como a inveja, o ódio, a cobiça, etc.
Rab. Shlomó Wahnón terça-feira, 29 de março de 2011
Um local a ter em conta...
Judiaria da Guarda...
A Guarda conserva um bairro que mantém o aspecto geral da judiaria, os seus arruamentos e casas, não obstante de ter sofrido alterações, principalmente nos últimos decénios. Desde o repovoamento de D. Sancho I até à expulsão e conversão forçada, (1496), sempre aqui houve judeus. Sabemo-lo pelo foral sanchino, pelos Costumes e pelo foral novo de D. Manuel I, de 1 de Junho de 1510. As casas da judiaria são baixas, térreas ou de um só andar. As casas sobradadas da gente do Povo eram raras até ao séc. XIV,
multiplicando-se a partir de então. As moradias dos mercadores apresentam, normalmente, uma porta estreita e uma porta larga. Esta abria para a loja, isto é para o estabelecimento comercial. A estreita dava entrada para as escadas, que conduziam à residência assoalhada sobre a loja de comércio. Curiosamente, muitas destas casas têm as ombreiras e torsa trabalhadas em bisel, quer na porta de entrada da habitação, quer na do comercio. O largo da judiaria, apesar das adulterações, é um dos recantos mais castiços da Guarda primitiva, na modéstia dos seus edifícios. O comércio e o desenvolvimento agrícola encrementado ao longo dos séc. XVI e XVII, modificaram o ruralismo introduzindo na Guarda a arquitectura pesada quinhentista a que se seguiu a filipina, com cornijas salientes, gargulas de canhão, pátios e amplas salas. Havia ainda um arrai-menor, o qual, entre outras funções, determinava os tributos que deveriam pagar os judeus daquela comarca, o que por vezes levantava protestos, como aconteceu no tempos de D. Afonso IV. Os judeus tinham sinagoga. Inicialmente funcionou num edifício alugado. Depois, construíram-na. A judiaria tinha a entrada principal às Quatro Quinas, local onde confluem três ruas que se cruzam e foram quatro esquinas de rua.
multiplicando-se a partir de então. As moradias dos mercadores apresentam, normalmente, uma porta estreita e uma porta larga. Esta abria para a loja, isto é para o estabelecimento comercial. A estreita dava entrada para as escadas, que conduziam à residência assoalhada sobre a loja de comércio. Curiosamente, muitas destas casas têm as ombreiras e torsa trabalhadas em bisel, quer na porta de entrada da habitação, quer na do comercio. O largo da judiaria, apesar das adulterações, é um dos recantos mais castiços da Guarda primitiva, na modéstia dos seus edifícios. O comércio e o desenvolvimento agrícola encrementado ao longo dos séc. XVI e XVII, modificaram o ruralismo introduzindo na Guarda a arquitectura pesada quinhentista a que se seguiu a filipina, com cornijas salientes, gargulas de canhão, pátios e amplas salas. Havia ainda um arrai-menor, o qual, entre outras funções, determinava os tributos que deveriam pagar os judeus daquela comarca, o que por vezes levantava protestos, como aconteceu no tempos de D. Afonso IV. Os judeus tinham sinagoga. Inicialmente funcionou num edifício alugado. Depois, construíram-na. A judiaria tinha a entrada principal às Quatro Quinas, local onde confluem três ruas que se cruzam e foram quatro esquinas de rua. quarta-feira, 23 de março de 2011
Um espaço a ter em conta...
Sinagoga Linhares da Beira...É uma das Aldeias Históricas portuguesas. Possuía uma judiaria que pode ainda hoje ser localizada. Num edifício perto do centro, devidamente assinalado, existe uma casa manuelina onde funcionou antigamente uma sinagoga. Esta comunicava com as casas anexas, das quais subsistem apenas os locais das portas. Aqui é possível ver a mais bonita janela de estilo manuelino da aldeia.
A judiaria era composta pela Rua Direita (da Procissão) e Rua do Passadiço (da Judiaria). Ainda hoje é possível notá-la através dos portais chanfrados dispersos pela povoação e também através das janelas manuelinas. As casas dos cristãos novos têm, nas ombreiras das portas, cruzes que os protegiam da Inquisição. Mesmo assim, muitos processos foram instaurados a famílias com nomes como Fernandes, Linhares, Nunes, Rodrigues, Froes, Antunes.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Um espaço a ter em conta...
A Sinagoga de Tomar...
A Sinagoga de Tomar é o único templo judaico proto-renascença existente actualmente no país.
Fica situada na actual Rua Dr. Joaquim Jacinto, num nível inferior ao d
o pavimento da rua. Antigamente designava-se esta rua de Judiaria, onde habitavam muitos judeus, que revelaram um importante papel no desenvolvimento da cidade de Tomar nos sécs. XIV e XV.
A Sinagoga foi construída por ordem do Infante D. Henrique em meados do séc. XV. Esta tem uma construção de planta quadrada com um abobadamento que assenta em quatro colunas.
Para efeitos acústicos, encontram-se nos cantos da Sinagoga oito bilhas de barro viradas ao contrário, estas encontram-se embutidas nas paredes.
Ao longo dos séculos, a Sinagoga teve várias funções de utilização. No séc. XVI foi transformada em Cadeia Municipal, passando depois para armazém no séc. XIX. Dr. Samuel Schwarz, em 1923, compra a Sinagoga e restaura-a, doando-a em 1939 ao Estado.
A Sinagoga em 1942/43 é alvo de obras de adaptação para acolher o actual Museu Luso-Hebraico Abraham Zacuto.
Fica situada na actual Rua Dr. Joaquim Jacinto, num nível inferior ao d
o pavimento da rua. Antigamente designava-se esta rua de Judiaria, onde habitavam muitos judeus, que revelaram um importante papel no desenvolvimento da cidade de Tomar nos sécs. XIV e XV.A Sinagoga foi construída por ordem do Infante D. Henrique em meados do séc. XV. Esta tem uma construção de planta quadrada com um abobadamento que assenta em quatro colunas.
Para efeitos acústicos, encontram-se nos cantos da Sinagoga oito bilhas de barro viradas ao contrário, estas encontram-se embutidas nas paredes.
Ao longo dos séculos, a Sinagoga teve várias funções de utilização. No séc. XVI foi transformada em Cadeia Municipal, passando depois para armazém no séc. XIX. Dr. Samuel Schwarz, em 1923, compra a Sinagoga e restaura-a, doando-a em 1939 ao Estado.
A Sinagoga em 1942/43 é alvo de obras de adaptação para acolher o actual Museu Luso-Hebraico Abraham Zacuto.
Jejum de Esther
LEIS E COSTUMES PARA OBSERVAR
Purim começa no Sábado à noite (19 de Março) e segue durante todo o Domingo (20 de Março).
O jejum de Ester é durante a quinta-feira de dia, 17 de Março. A Meguilá conta que antes da Rainha Ester se aproximar do Rei para pedir pelo seu povo, ela jejuou junto com os judeus que viviam na capital Shushan.
As Mitsvot de Purim são as seguintes:
1) Ouvir a leitura da Meguilá na sinagoga, 2 vezes (Sábado a noite - 19/Março e Domingo de dia 20/Março)
2) Falar "Al HaNissim" na reza da Amidá e no Bircat Hamazon, agradecendo a D'us pelo grande milagre de Purim
3) No Domingo, de dia (20 de Março) nós cumprimos a mitsvá de "Mishloach Manot," mandando 1 presente com 2 alimentos casher, prontos para comer, para 1 amigo(a). Como exemplo, pode ser uma combinação de refrigerante, fruta, biscoito casher, etc.
4) "Matanot LaEvyonim" - dar Tsedaká (caridade-justiça) para pelo menos 2 pobres, no Domingo de dia (20 de Março). Pode-se dar a contribuição na sinagoga que distribuirá depois para os pobres.
5) Comer uma Seudat Purim - uma refeição festiva, no Domingo, de dia (20 de Março), para celebrar o milagre.
Pergunta: Por que a Meguilá é chamada de "Meguilat Estér" - e não "Meguilat Mordechai"?
Resposta: A vida da Ester não estava em perigo com o decreto do Rei, pois, seguindo instruções de Mordechai, ela não revelou a sua identidade judaica para o Rei. No entanto, Ester arriscou a sua vida para pedir pelo seu povo. Como foi ela quem arriscou a sua vida, a Meguilá recebe o seu
nome. Além disso, os nossos sábios contam que a palavra "Ester" vem da palavra "Astir", que quer dizer "Eu esconderei". E o milagre de Purim foi um "milagre escondido" pois ele aconteceu por intermédio da Rainha Ester e, portanto, pareceu ser resultado da ordem natural dos eventos em vez de ser um milagre Divino.
Purim começa no Sábado à noite (19 de Março) e segue durante todo o Domingo (20 de Março).
O jejum de Ester é durante a quinta-feira de dia, 17 de Março. A Meguilá conta que antes da Rainha Ester se aproximar do Rei para pedir pelo seu povo, ela jejuou junto com os judeus que viviam na capital Shushan.
As Mitsvot de Purim são as seguintes:
1) Ouvir a leitura da Meguilá na sinagoga, 2 vezes (Sábado a noite - 19/Março e Domingo de dia 20/Março)
2) Falar "Al HaNissim" na reza da Amidá e no Bircat Hamazon, agradecendo a D'us pelo grande milagre de Purim
3) No Domingo, de dia (20 de Março) nós cumprimos a mitsvá de "Mishloach Manot," mandando 1 presente com 2 alimentos casher, prontos para comer, para 1 amigo(a). Como exemplo, pode ser uma combinação de refrigerante, fruta, biscoito casher, etc.
4) "Matanot LaEvyonim" - dar Tsedaká (caridade-justiça) para pelo menos 2 pobres, no Domingo de dia (20 de Março). Pode-se dar a contribuição na sinagoga que distribuirá depois para os pobres.
5) Comer uma Seudat Purim - uma refeição festiva, no Domingo, de dia (20 de Março), para celebrar o milagre.
Pergunta: Por que a Meguilá é chamada de "Meguilat Estér" - e não "Meguilat Mordechai"?
Resposta: A vida da Ester não estava em perigo com o decreto do Rei, pois, seguindo instruções de Mordechai, ela não revelou a sua identidade judaica para o Rei. No entanto, Ester arriscou a sua vida para pedir pelo seu povo. Como foi ela quem arriscou a sua vida, a Meguilá recebe o seu
nome. Além disso, os nossos sábios contam que a palavra "Ester" vem da palavra "Astir", que quer dizer "Eu esconderei". E o milagre de Purim foi um "milagre escondido" pois ele aconteceu por intermédio da Rainha Ester e, portanto, pareceu ser resultado da ordem natural dos eventos em vez de ser um milagre Divino.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Exposição de pintura Brodeschi

27 de Fevereiro a 27 de Março de 2011
No Museu Judaico de Belmonte encontra-se uma exposição, composta por 12 quadros, retrata as festas e tradições da cultura Judaica. Esta série faz parte de uma coleção de obras, que desde 2001 é capa do jornal Visão Judaica da Comunidade Judaica de Curitiba - Brasil, onde vive o artista.
O autor, Aristide Bradeschi, além de artista plástico é arquitecto e nasceu na Roménia (em 1947). Formado pela faculdade de Arquitectura de Ion Mincu (1970), desenvolveu projectos em Timisoara e também em Jerusalém, cidade onde residiu dois anos.
Um espaço a ter em conta...
Desafiamo-lo a descobrir as casas onde viveram os judeus que aqui se estabeleceram no séc.
XV. Identificam-se pelas duas portas, uma mais larga para o comércio a que se dedicavam e outra mais estreita para uso doméstico. A Casa do Gato Negro (no Largo Luís de Albuquerque), a antiga sinagoga e residência do rabino, é uma das mais emblemáticas. Um dos judeus mais conhecidos de Trancoso foi o misterioso Bandarra (1500-45), um sapateiro poeta que profetizou o futuro de Portugal e serviu de inspiração a muitos escritores, entre os quais se encontra Fernando Pessoa.
XV. Identificam-se pelas duas portas, uma mais larga para o comércio a que se dedicavam e outra mais estreita para uso doméstico. A Casa do Gato Negro (no Largo Luís de Albuquerque), a antiga sinagoga e residência do rabino, é uma das mais emblemáticas. Um dos judeus mais conhecidos de Trancoso foi o misterioso Bandarra (1500-45), um sapateiro poeta que profetizou o futuro de Portugal e serviu de inspiração a muitos escritores, entre os quais se encontra Fernando Pessoa.
terça-feira, 1 de março de 2011
Um espaço a ter em conta...
Esta semana sugerimos Sinagoga de Castelo de Vide...
Todos as portas são em ogiva que arranca de impostas com arestas vivas, toros e caneluras.
A Sinagoga está situada na Rua da Judiaria / Rua da Fonte, o edifício orienta-se no sen
tido Este / Oeste.
Todo o conjunto é constituído por um só volume, com dois pisos.
Vulgarmente chamada "Sinagoga", mas com o nome apropriado de "BEIT-HA - MIDRASCH-SEFARDIN". No compartimento destinado ao culto, no seu interior, tem instalado o tabernáculo, com as respectivas cavidades destinadas às lamparinas dos "Santos Óleos" e ao lado direito desta peça, uma apoiaria as sagradas escrituras, em que na base estão implantadas sete bolas indicadoras dos seis dias em que Deus criou o mundo e do último dia, o sétimo, descanso da obra. No séc. XVIII sofreu obras de adaptação para residência. Foi reconstruída respeitando a traça primitiva em 1972.
Uma porta de acesso ao primeiro piso apresenta uma pequena concavidade que se chama a marca da MEZUZAH, palavra hebraica que significa "ombreira da porta". Esta concavidade destinava-se a guardar um estojo que continha um pequeno pergaminho em que se escreviam algumas das palavras do SHEMA, oração fundamental do culto judaico.
tido Este / Oeste.Todo o conjunto é constituído por um só volume, com dois pisos.
Vulgarmente chamada "Sinagoga", mas com o nome apropriado de "BEIT-HA - MIDRASCH-SEFARDIN". No compartimento destinado ao culto, no seu interior, tem instalado o tabernáculo, com as respectivas cavidades destinadas às lamparinas dos "Santos Óleos" e ao lado direito desta peça, uma apoiaria as sagradas escrituras, em que na base estão implantadas sete bolas indicadoras dos seis dias em que Deus criou o mundo e do último dia, o sétimo, descanso da obra. No séc. XVIII sofreu obras de adaptação para residência. Foi reconstruída respeitando a traça primitiva em 1972.
Uma porta de acesso ao primeiro piso apresenta uma pequena concavidade que se chama a marca da MEZUZAH, palavra hebraica que significa "ombreira da porta". Esta concavidade destinava-se a guardar um estojo que continha um pequeno pergaminho em que se escreviam algumas das palavras do SHEMA, oração fundamental do culto judaico.

Todos as portas são em ogiva que arranca de impostas com arestas vivas, toros e caneluras.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Um espaço a ter em conta...
Esta semana sugerimos a visita ao Museu Judaico de Belmonte... O Museu pretende ser um singular espaço pedagógico-didáctico sobre o Judaísmo e a cultura do povo Judeu, cumprindo uma missão educativa. Fundamentalmente, ilustra a história dos judeus portugueses e as suas vicissitudes históricas; a sua integração na sociedade portuguesa e o seu contributo na cultura, arte, literatura, comércio e ofícios; e ainda a cultura e religião dos judeus, os seus rituais e costumes, na sinagoga e em casa. A história dos cristãos-novos, e a sua persistência religiosa judaica através dos séculos, será desenvolvida, integrada num espaço reservado à vida quotidiana.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Um espaço a ter em conta...
A Comunidade Judaica de Belmonte "convida" toda a gente a descobrir lugares históricos Judaicos em Portugal.Desde já sugerimos que visitem o espaço" casa do Castelo" no Sabugal onde se encontra um Altar Judaico (Heichal ou Aaron Hakodesh).
http://casa-do-castelo.net/
http://coimbra.academia.edu/MarcosOsorio/Papers/396926/Armarios_de_pedra_na_arquitectura_tradicional_do_Alto_Coa._Testemunhos_de_culto_judaico_Sabucale._1._Sabugal_p._75-88
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O Holocausto - 27 de Janeiro 2011

O Holocausto Nazista consistiu em por em prática um plano de genocídio da população Judaica.
Em 1933 a vida dos Judeus era normal e estável, ou seja, iam à escola, brincavam, iam ao teatro, cinema, tinham os seus negócios e tudo que um cidadão alemão fazia.
No mesmo ano, em 30 de Janeiro, Hitler chega ao poder como Chanceler da Alemanha. Ressentido pela humilhação do Tratado de Versalhes, pois a Alemanha foi obrigada a pagar elevadas indenizações, a perder as colônias, não podia possuir exército e nem qualquer tipo de fortificações e, como qualquer outro país, estava em dificuldades depois da Depressão, Hitler prometeu "rasgar" o Tratado e acreditava na superioridade da raça Ariana.
Com a subida de Hitler ao poder estava instalada na Alemanha uma ditadura absoluta, que era alimentada por uma ideologia nazista racista (só existe uma raça superior - a raça ariana. As outras raças eram um fator de perturbação na sociedade e haveria que destruí-las ou então teriam de servir a raça superior), com isto começa uma perseguição aos Judeus.
As SS haviam sido criadas como guarda pessoal de Hitler e seria a vanguarda do movimento nazista para confirmar o povo alemão como raça superior. O chefe das SS (Himmler) pediu aos alemães que seguissem as teorias genéticas nazitas e melhorassem a raça. O Estado concedia empréstimos para encorajar os casais a terem mais filhos e as mães com muitos filhos recebiam medalhas.
Os judeus começam por ser obrigados a registrarem-se e a usar uma ligadura com uma estrela de David amarela no braço, para não se confundirem com a raça Alemã e para mais facilmente serem identificados.
Pelas ruas Alemãs vêem-se as primeiras frases contra os judeus como: "Nicht für Juden", (interdito a judeus) ou "porcos Judeus". Estes vêem a sua vida a entrar num beco sem saída, pois são constantemente perseguidos, humilhados e mal tratados na rua. Por exemplo, os alemães iam buscar raparigas judias a casa e obrigavam-nas a esfregar as ruas, escolhiam homens ao acaso e espancavam-nos à frente de todos os Alemães, que se limitavam a assistir.
Os judeus que tinham possibilidades tomavam as devidas precauções para conseguir sair do país. Quanto aos outros teriam que se sujeitar ao domínio de Hitler.
Em 1933/35 são publicadas as leis raciais e são retiradas as lojas e negócios aos judeus, os médicos são proibidos de exercer a sua profissão, nenhum judeu pode ter um cargo político e é lhes retirado o direito de cidadão, ou seja, não são considerados cidadãos alemães.
Em 1938 dá-se a "Kristallnacht", (Noite de Cristal), mais de 200 sinagogas são destruídas, 7500 lojas fechadas, 30 000 judeus do sexo do masculino enviados para campos de concentração. Neste mesmo ano, foram construídos os primeiros ghettos na Alemanha, onde isolavam os judeus do mundo exterior (separados por um muro). Cerca de 600 000 judeus morreram em ghettos com fome e doenças.
Hitler decide então começar a eliminar em maior número os judeus. Para isso os Einsatzgruppen capturavam e levavam os judeus para valas, onde eram obrigados a despirem-se, para em seguida serem mortos a sangue frio. Nestes momentos a dor, o choro, os gritos e os tiros misturavam-se no ar . É então que em 1941 se encontra a "Solução Final"
Os Judeus eram capturados e levados em comboios para os campos de concentração. O que ficou mais conhecido foi o de Auschwitz. Mas muitos deles não conseguiam chegar com vida, pois morriam com doenças e fome, porque a viagem era muito longa e as condições higiênicas não eram as melhores, visto que viajavam em vagões para o gado, apinhados e só havia um balde para as necessidades. Não havia água nem alimentos. Com isto muitos judeus morriam ou adoeciam. Quanto aos outros (aqueles que aguentavam a viagem) não sabiam para onde iam nem o que os esperava embora lhes tivesse sido dito quando embarcaram nos comboios que iam emigrar para trabalhar no Leste da Europa.
Chegados aos campos eram separados por filas de mulheres, outras de homens e de crianças. Aqueles que estavam em condições físicas iriam trabalhar, (pensando que iriam sobreviver), os outros seriam imediatamente mortos. Os judeus eram levados para as câmaras de gás, onde se despiam e em seguida eram mortos com gás. Depois os corpos eram queimados em crematórios ou então faziam-se algumas atrocidades, como : utilização da pele para candeeiros ou experiências médicas com as crianças.
Em 1933 a vida dos Judeus era normal e estável, ou seja, iam à escola, brincavam, iam ao teatro, cinema, tinham os seus negócios e tudo que um cidadão alemão fazia.
No mesmo ano, em 30 de Janeiro, Hitler chega ao poder como Chanceler da Alemanha. Ressentido pela humilhação do Tratado de Versalhes, pois a Alemanha foi obrigada a pagar elevadas indenizações, a perder as colônias, não podia possuir exército e nem qualquer tipo de fortificações e, como qualquer outro país, estava em dificuldades depois da Depressão, Hitler prometeu "rasgar" o Tratado e acreditava na superioridade da raça Ariana.
Com a subida de Hitler ao poder estava instalada na Alemanha uma ditadura absoluta, que era alimentada por uma ideologia nazista racista (só existe uma raça superior - a raça ariana. As outras raças eram um fator de perturbação na sociedade e haveria que destruí-las ou então teriam de servir a raça superior), com isto começa uma perseguição aos Judeus.
As SS haviam sido criadas como guarda pessoal de Hitler e seria a vanguarda do movimento nazista para confirmar o povo alemão como raça superior. O chefe das SS (Himmler) pediu aos alemães que seguissem as teorias genéticas nazitas e melhorassem a raça. O Estado concedia empréstimos para encorajar os casais a terem mais filhos e as mães com muitos filhos recebiam medalhas.
Os judeus começam por ser obrigados a registrarem-se e a usar uma ligadura com uma estrela de David amarela no braço, para não se confundirem com a raça Alemã e para mais facilmente serem identificados.
Pelas ruas Alemãs vêem-se as primeiras frases contra os judeus como: "Nicht für Juden", (interdito a judeus) ou "porcos Judeus". Estes vêem a sua vida a entrar num beco sem saída, pois são constantemente perseguidos, humilhados e mal tratados na rua. Por exemplo, os alemães iam buscar raparigas judias a casa e obrigavam-nas a esfregar as ruas, escolhiam homens ao acaso e espancavam-nos à frente de todos os Alemães, que se limitavam a assistir.
Os judeus que tinham possibilidades tomavam as devidas precauções para conseguir sair do país. Quanto aos outros teriam que se sujeitar ao domínio de Hitler.
Em 1933/35 são publicadas as leis raciais e são retiradas as lojas e negócios aos judeus, os médicos são proibidos de exercer a sua profissão, nenhum judeu pode ter um cargo político e é lhes retirado o direito de cidadão, ou seja, não são considerados cidadãos alemães.
Em 1938 dá-se a "Kristallnacht", (Noite de Cristal), mais de 200 sinagogas são destruídas, 7500 lojas fechadas, 30 000 judeus do sexo do masculino enviados para campos de concentração. Neste mesmo ano, foram construídos os primeiros ghettos na Alemanha, onde isolavam os judeus do mundo exterior (separados por um muro). Cerca de 600 000 judeus morreram em ghettos com fome e doenças.
Hitler decide então começar a eliminar em maior número os judeus. Para isso os Einsatzgruppen capturavam e levavam os judeus para valas, onde eram obrigados a despirem-se, para em seguida serem mortos a sangue frio. Nestes momentos a dor, o choro, os gritos e os tiros misturavam-se no ar . É então que em 1941 se encontra a "Solução Final"
Os Judeus eram capturados e levados em comboios para os campos de concentração. O que ficou mais conhecido foi o de Auschwitz. Mas muitos deles não conseguiam chegar com vida, pois morriam com doenças e fome, porque a viagem era muito longa e as condições higiênicas não eram as melhores, visto que viajavam em vagões para o gado, apinhados e só havia um balde para as necessidades. Não havia água nem alimentos. Com isto muitos judeus morriam ou adoeciam. Quanto aos outros (aqueles que aguentavam a viagem) não sabiam para onde iam nem o que os esperava embora lhes tivesse sido dito quando embarcaram nos comboios que iam emigrar para trabalhar no Leste da Europa.
Chegados aos campos eram separados por filas de mulheres, outras de homens e de crianças. Aqueles que estavam em condições físicas iriam trabalhar, (pensando que iriam sobreviver), os outros seriam imediatamente mortos. Os judeus eram levados para as câmaras de gás, onde se despiam e em seguida eram mortos com gás. Depois os corpos eram queimados em crematórios ou então faziam-se algumas atrocidades, como : utilização da pele para candeeiros ou experiências médicas com as crianças.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Chanucá 5771

Ano após ano, à época de Chanucá, as luzes são acesas em todos os lares judaicos para celebrar os acontecimentos daqueles dias, com cânticos de louvor a D'us. assim, os caminhos de Israel são iluminados pela mensagem eterna: "a luz espiritual de Israel nunca será apagada".
A festa de Chanucá inicia-se no dia 25 de Kislev, este ano em 1 de dezembro, à noite, e o acendimento das velas vai até 1o de Tevet - 8 de dezembro, à noite. Desde a histórica vitória dos macabeus sobre os assírios, ocorrida em 165 a.E.C., os judeus celebram Chanucá durante oito dias. A festividade comemora a preservação do espírito de Israel. Assim sendo, celebra-se Chanucá apenas espiritualmente, não havendo outros mandamentos a respeito. Além disso, durante os oito dias da festa, é proibido qualquer forma de luto público ou jejum, podendo-se, no entanto, trabalhar.
A chanuquiá - candelabro de oito braços especial da festividade - deve ser acesa diariamente após o aparecimento das estrelas, com exceção da véspera do Shabat, quando deve ser acesa antes do pôr-do-sol. Qualquer material incandescente pode ser usado para acendê-la, mas deve-se preferir a luz intensa do azeite ou de velas de cera ou parafina, grandes o bastante para permanecer ardendo no mínimo por meia hora. Por isso, se uma vela apagar durante esse tempo - com exceção da noite de Shabat, recomenda-se reacendê-la. Num lugar de destaque, no candelabro, há uma outra vela auxiliar, de preferência de cera, chamada shamash. Algumas comunidades usam o shamash para acender as demais velas; outras, uma vela adicional.
Na sexta-feira à noite, véspera do Shabat, as velas devem ser acesas antes do pôr-do-sol e antes das velas de Shabat. Nesse dia devem ser usadas velas maiores, para que ardam até meia-hora após o início do Shabat. Na noite seguinte, as velas de Chanucá só podem ser preparadas e acesas após o término do Shabat e da Havdalá.
Na primeira noite, acende-se a vela da extrema direita e, em cada noite subseqüente, acrescenta-se uma nova do lado esquerdo à primeira e, assim, sucessivamente. A 1ª vela a ser acesa é sempre a nova, procedendo-se da esquerda para a direita.
Na segunda noite, por exemplo, acendem-se duas. A primeira vela deve ser colocada do lado direito da chanuquiá e a segunda é adicionada à esquerda da primeira. Durante os oito dias, uma nova luz é adicionada, noite após noite, até completar as oito. Por ter um propósito sagrado, a luz da chanuquiá não poderá ser usada para nenhum outro fim, como trabalho ou leitura. Todos os membros da família devem estar presentes na hora do acendimento das velas. Desde que possam segurar as velas com segurança, as crianças têm o mérito de participar, acendendo-as após ter sido acesa a primeira vela da noite.
As mulheres têm a mesma obrigação; portanto, em um lugar onde só haja mulheres ou se o marido estiver viajando ou chegar tarde demais, cabe a elas acender as velas e pronunciar as bênçãos.
Nossos sábios enfatizavam a importância da participação feminina na cerimônia, pois grande parte da milagrosa vitória militar dos judeus sobre seus inimigos se deve a Yehudit. Rabi Yehoshua Ben-Levi diz: "As mulheres são obrigadas a cumprir a mitzvá de Chanucá, pois elas também são parte do milagre". Quando o povo de Israel não vivia disperso, as luzes eram acesas na parte externa das casas, à esquerda de quem entra, ou seja, em frente à mezuzá.
Atualmente, há vários costumes sobre onde colocar a chanuquiá. Alguns a colocam sobre uma mesa, na janela que dá para a via pública, ou no lado esquerdo da porta de entrada, em frente à mezuzá. Outros a colocam em lugar especial, na sala. Deve ser colocada em uma altura entre três e dez palmos do chão, porém não a mais de 9,6 metros, em lugar especial, isolado e de destaque.
Nas sinagogas, onde também se acendem as velas para disseminar as lições do milagre, a chanuquiá deve estar na mesma posição do candelabro do Templo de Jerusalém. Mas o acender das velas na Casa de Orações não nos exime da obrigação de acendê-las em casa.Todas as noites, acende-se primeiro o shamash, depois pronunciam-se as seguintes bênçãos:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso D us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos, e nos ordenaste acender a vela de Chanucá.
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bazeman hazê.
Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso D us, Rei do Universo, que fizeste milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.
Na primeira noite, depois de recitar as duas bençãos recita-se o shehecheyánu: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lazeman hazê.
Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso D us, Rei do Universo, que nos deste vida, nos mantiveste e nos fizeste chegar até a presente época.
Na segunda noite e em todas as outras subseqüentes recita-se: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso D us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos, e nos ordenaste acender a vela de Chanucá.
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bazeman hazê.
Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso D us, Rei do Universo, que fizeste milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.
Em seguida, acendem-se as velas da chanuquiá com o shamash.
Após acender as velas, coloca-se o shamash à esquerda da chanuquiá, de modo que fique mais alto do que as chamas da chanuquiá, e recita-se: Hanerot halálu ánu madlikim al hanissim veal hapurkan veal haguevurot veal hateshuot, veal haniflaot, sheassíta laavotênu, bayamim hahêm, baeman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim. Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen êla lir otan bilvad, kedê lehodot lishmecha, al nissêcha, veal nifleotêcha, veal yeshuotêcha.
Acendemos estas luzes em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes. Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas, não nos sendo permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las, a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.
Costuma-se colocar a chanuquiá sobre uma mesa no lado esquerdo da porta de entrada, frente à mezuzá, ou na janela que dá para a via pública.
1ª noite 25/Kislev Quarta-feira, 1 de dezembro
Costuma-se colocar a chanuquiá sobre uma mesa no lado esquerdo da porta de entrada, frente à mezuzá, ou na janela que dá para a via pública.
1ª noite 25/Kislev Quarta-feira, 1 de dezembro
8ª noite 2/Tevet Quarta-feira, 8 de dezembro
Perguntas e respostas sobreAs Luzes de Chanucá
Perguntas e respostas sobreAs Luzes de Chanucá
A que horas devemos acender as velas de Chanucá?As luzes devem ser acesas após anoitecer. Algumas autoridades aconselham acendê-las logo do pôr do sol. Outras, de 13 a 40 minutos mais tarde. Entretanto, se alguém não tem a possibilidade de acendê-las depois do anoitecer, pode fazê-lo antes, com a condição de que as velas fiquem acesas durante pelo menos meia hora depois da saída das estrelas.Onde devemos colocar a chanuquiá?O Talmud ensina que a chanuquiá deve ser colocada ao lado da porta de entrada, de tal forma que fique do lado esquerdo da pessoa que estiver entrando na casa. A mezuzá fica do lado direito.Atualmente, costuma-se colocar a chanuquiá dentro de casa, sobre uma mesa, em lugar especial. Em certas comunidades a mesa, é colocada perto de uma janela, de frente para a rua, para cumprir com o mandamento de propagar o milagre . Em outras, no lado esquerdo da porta de entrada, frente à mezuzá. Ou, ainda, há quem coloque a chanuquiá em uma mesa baixa para que as crianças alcancem as velas. Há alguma lei que determine que a mulher ou o homem deva acender a luz de Chanucá?Todas as pessoas devem cumprir o preceito de acender as velas, portanto mulheres e homens são igualmente obrigados a acender as luzes de Chanucá.Podemos ler aproveitando a luz da chanuquiá?Não. As velas da chanuquiá não podem ser usadas para nenhum outro propósito, senão o de propagar o milagre de Chanucá. Assim, não podemos, por exemplo, jantar aproveitando a luz da chanuquiá.É verdade que não se pode trabalhar enquanto as luzes estiverem ardendo?
Nossa atenção deve estar centrada na luz durante a meia hora em que ardem as velas. Por isso, as mulheres costumam não fazer tarefas domésticas durante o tempo obrigatório do acendimento das velas.Podemos acender as demais luzes com uma das luzes da chanuquiá?É proibido usar uma luz que representa uma noite de Chanucá para acender as demais ou para qualquer outro propósito. Para isto, utiliza-se o shamash.O que fazer se uma das luzes da chanuquiá se apagar ? Depende do local onde a chanuquiá estiver e se é shabat. Se o lugar onde colocamos a chanuquiá é o adequado, já que a mitzvá é o ato de acender as velas, e uma delas se apagar depois da bênção, não há necessidade de reacendê-la. Mas se o lugar onde foi colocada a chanuquiá não é um local adequado, somos obrigados a reacendê-la. No shabat não podemos reacendê-la. O que fazer se a luz do shamash se apagar? Se não for shabat, poderá ser reacesa usando fósforos ou outra vela, mas nunca uma das luzes da chanuquiá.Podemos apagar as luzes da chanuquiá?Sim, após estas ficarem acesas o tempo mínimo,ou seja, meia hora após a saída das estrelas. Só no shabat é proibido apagá-las. Na sexta-feira, quando temos que acender as velas?Na sexta-feira à tarde, logo antes de acender as velas de shabat. Como precisamos acendê-las 18 minutos antes do início do shabat, é melhor usar naquele dia velas maiores para a chanuquiá, para que durem pelo menos meia hora após a saída das estrelas.E no sábado? Acende-se antes ou depois da Havdalá? A maioria das autoridades rabínicas recomenda acender a chanuquiá após a Havdalá, já que esta é o término do Shabat. Em cada lar, deve-se acender a chanuquiá depois da Havdalá. Somente na sinagoga a chanuquiá pode ser acesa antes da Havdalá.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Humor Judaico
"O Ceu estava ficando muito congestionado, entao Deus decidiu modificar as normas para ingresso nos portoes celestiais. A nova lei consistia no seguinte: para ser admitido no Ceu, o dia da sua morte deveria ter sido um dia realmente terrivel. A lei entraria em vigor a meia-noite do dia seguinte.
Sendo assim, a meia-noite e 1 minuto do dia seguinte chega a primeira pessoa nos portões do Ceu. O anjo encarregado do portão, lembrando-se da nova lei, prontamente perguntou ao homem:
"- Antes de você entrar, eu preciso que me conte como foi o dia em que você morreu."
"-Sem problemas", disse o homem. "Ha algum tempo eu vinha desconfiando que minha mulher estava tendo um caso. Eu acreditava que todos os dias na hora do almoco ela trazia seu amante pro nosso apartamento que ficava no 25. andar de um predio e fazia sexo com ele. Entao ontem eu estava indo pra casa pra pega-los. Bem, cheguei la e entrei rapidamente, comecando a procurar o tal rapaz. Minha esposa estava semi-nua e gritando comigo enquanto eu dava uma busca por todo o apartamento. Mas nao conseguia encontra-lo de jeito nenhum! Quando eu estava quase para desistir, olhei para a sacada do apartamento e percebi que havia uns dedos dependurados. O diabo do rapaz achava que poderia se esconder de mim! Entao, eu corri la pra sacada e bati nos seus dedos ate que ele largou e caiu la de cima. Mas voce nao pode imaginar sua sorte pois ele caiu em cima de alguns galhos que amorteceram sua queda e ele nao morreu. Num acesso de raiva eu entrei no apartamento e peguei a coisa mais pesada que tivesse pra jogar em cima dele. Desliguei a geladeira da tomada e com raiva a atirei la do 25. andar bem em cima dele. A emoção do momento foi tao grande que em seguida eu tive um ataque do coracao e morri quase que instantaneamente."
O anjo sentou e pensou por alguns instantes. Tecnicamente o rapaz TEVE realmente um pessimo dia e o crime dele foi passional, entao o anjo disse: "-OK, senhor. Benvindo ao Reino dos Ceus!", e deixou-o entrar. Poucos segundos depois chegou o proximo da fila. "- Ok, eis as regras: antes de deixa-lo entrar, preciso ouvir a respeito do dia de sua morte."
"- Claro." Respondeu o homem. "Eu estava na sacada do meu apartamento no 26. andar fazendo meus exercicios diarios quando escorreguei e cai pela lateral da sacada! Por sorte, no entanto, eu fui capaz de me segurar na sacada imediatamente abaixo da minha. Qual nao foi a minha surpresa quando apareceu um homem maluco e ficou batendo nos meus dedos ate que eu soltasse e obviamente caisse la de cima. Eu cai em cima de algumas arvores e galhos que amorteceram minha queda, de modo que eu nao morri de imediato. Quando eu estava la, de rosto pra cima, incapaz de me mover e gemendo de dor eu vi o homem empurrar uma geladeira pela sacada e ela caiu exatamente em cima de mim e me matou."
O anjo quieto e rindo pra si mesmo enquanto o homem terminava sua historia pensou e disse:
"- Muito bem, Benvindo ao Reino dos Ceus!", e deixou o homem entrar.
Poucos segundos depois o terceiro homem da fila chega ao portao.
"- Conte-me como foi o dia em que voce morreu."
"- Ta legal, mas voce nao vai acreditar: Eu estava pelado dentro de uma geladeira..."
Sendo assim, a meia-noite e 1 minuto do dia seguinte chega a primeira pessoa nos portões do Ceu. O anjo encarregado do portão, lembrando-se da nova lei, prontamente perguntou ao homem:
"- Antes de você entrar, eu preciso que me conte como foi o dia em que você morreu."
"-Sem problemas", disse o homem. "Ha algum tempo eu vinha desconfiando que minha mulher estava tendo um caso. Eu acreditava que todos os dias na hora do almoco ela trazia seu amante pro nosso apartamento que ficava no 25. andar de um predio e fazia sexo com ele. Entao ontem eu estava indo pra casa pra pega-los. Bem, cheguei la e entrei rapidamente, comecando a procurar o tal rapaz. Minha esposa estava semi-nua e gritando comigo enquanto eu dava uma busca por todo o apartamento. Mas nao conseguia encontra-lo de jeito nenhum! Quando eu estava quase para desistir, olhei para a sacada do apartamento e percebi que havia uns dedos dependurados. O diabo do rapaz achava que poderia se esconder de mim! Entao, eu corri la pra sacada e bati nos seus dedos ate que ele largou e caiu la de cima. Mas voce nao pode imaginar sua sorte pois ele caiu em cima de alguns galhos que amorteceram sua queda e ele nao morreu. Num acesso de raiva eu entrei no apartamento e peguei a coisa mais pesada que tivesse pra jogar em cima dele. Desliguei a geladeira da tomada e com raiva a atirei la do 25. andar bem em cima dele. A emoção do momento foi tao grande que em seguida eu tive um ataque do coracao e morri quase que instantaneamente."
O anjo sentou e pensou por alguns instantes. Tecnicamente o rapaz TEVE realmente um pessimo dia e o crime dele foi passional, entao o anjo disse: "-OK, senhor. Benvindo ao Reino dos Ceus!", e deixou-o entrar. Poucos segundos depois chegou o proximo da fila. "- Ok, eis as regras: antes de deixa-lo entrar, preciso ouvir a respeito do dia de sua morte."
"- Claro." Respondeu o homem. "Eu estava na sacada do meu apartamento no 26. andar fazendo meus exercicios diarios quando escorreguei e cai pela lateral da sacada! Por sorte, no entanto, eu fui capaz de me segurar na sacada imediatamente abaixo da minha. Qual nao foi a minha surpresa quando apareceu um homem maluco e ficou batendo nos meus dedos ate que eu soltasse e obviamente caisse la de cima. Eu cai em cima de algumas arvores e galhos que amorteceram minha queda, de modo que eu nao morri de imediato. Quando eu estava la, de rosto pra cima, incapaz de me mover e gemendo de dor eu vi o homem empurrar uma geladeira pela sacada e ela caiu exatamente em cima de mim e me matou."
O anjo quieto e rindo pra si mesmo enquanto o homem terminava sua historia pensou e disse:
"- Muito bem, Benvindo ao Reino dos Ceus!", e deixou o homem entrar.
Poucos segundos depois o terceiro homem da fila chega ao portao.
"- Conte-me como foi o dia em que voce morreu."
"- Ta legal, mas voce nao vai acreditar: Eu estava pelado dentro de uma geladeira..."
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Humor Judaico
Dizem alguns historiadores de pouco crédito que um dia D-us perguntou aos egipcios:
- Vocês querem um mandamento?
E eles:
- Qual seria o mandamento?
- Não cometerás adultério!
- De jeito nenhum! Isso arruinaria nossos finais de semana!
Então D-us perguntou para os Assírios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento?
- Não roubarás!
- Não, obrigado! Isso arruinaria nossa economia!
Então D-us perguntou aos Judeus:
- Vocês querem um mandamento?
- Quanto vai custar?
- É de graça!
- Então manda uns dez!
- Vocês querem um mandamento?
E eles:
- Qual seria o mandamento?
- Não cometerás adultério!
- De jeito nenhum! Isso arruinaria nossos finais de semana!
Então D-us perguntou para os Assírios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento?
- Não roubarás!
- Não, obrigado! Isso arruinaria nossa economia!
Então D-us perguntou aos Judeus:
- Vocês querem um mandamento?
- Quanto vai custar?
- É de graça!
- Então manda uns dez!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Humor Judaico
A Loja de D'us
"Entrei e vi um Anjo no balcão".Maravilhado lhe disse:·" Santo Anjo do Senhor, o que vendes?"Respondeu-me:·" Todos os dons de Deus."
·" Custa muito?"·" Não. Tudo é de graça."
Contemplei a loja e vi: jarros e vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de salvação e sabedoria. Tomei coragem e pedi:
·" Por favor, quero muito amor de D'us, todo perdão Dele, vidro de fé, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para minha família.
Então o Anjo do Senhor preparou um pequeno embrulho que cabia na minha mão.
·" É possível tudo aqui?"
O Anjo respondeu-me sorrindo:·" Meu querido irmão, na loja de D'us não vendemos frutos, apenas sementes."
-" Isso quer dizer que não preciso desse embrulho...
- Pois no meu coração já existem essas sementes...
- Só tenho que cultivá-las para que não morram!"
domingo, 19 de setembro de 2010
Sucot
22 a 29 De Setembro de 2010
“Celebrarás a festa das cabanas (Sucot) durante sete dias, uma vez recolhido o produto da tua era e do teu lagar” (Devarim 16:13).
RaShBaM comenta:”Uma vez recolhido o produto da tua era e do teu lagar”, quando a tua casa esteja repleta de tudo o que é necessário, lembra-te que em cabanas se mantiveram os Filhos de Israel, sem assentamentos nem descansos.
Então “lembrar-te-ás de todo o trajecto pelo qual te encaminhou o Eterno, teu D-us, quarenta anos no deserto e comeste maná para que saibas que nem só de pão vive uma pessoa, senão pela palavra de D-us viverá o homem”.
E porque te obriga a tudo isto:”Pois o Eterno, teu D-us, te traz à boa terra... Não vá acontecer que comas, te fartes, construas boas casas, te fixes, se eleve o teu coração te esqueças do Eterno, teu D-us, que te tirou da Terra do Egipto e te levou pelo enorme deserto cheio de serpentes, cobras e escorpiões; e quando estavas sedento, tirou água das rochas, e te deu de comer maná... E dirás no teu interior: minha força e meu poder fizeram-me toda esta grandeza; e recordarás o Eterno, teu D-us, pois ele te deu a força para fazer o poder”:
Porque é que D-us fixou a festa de Sucot na época da recolecção dos grãos do campo e da uva e nos obrigou a abandonar as nossas casas? Para recordarmos que os nossos antepassados não tiveram descanso nem residência fixa para que as pessoas não se orgulhassem com os seus bens e se esqueçam de D-us. Com estas palavras a Torá adverte-nos sobre o perigo da riqueza e do poder: Não aconteça que vás a acreditar em ti mesmo e te esqueças do teu Criador.
O orgulho é o maior inimigo do reconhecimento de D-us. Como disse o Talmud: “A Divindade pode habitar com todos excepto com o orgulhoso”.
Como comprovamos ao longo da nossa história, desde Moshé Rabenu até aos nossos dias, o bem estar e a tranquilidade económica foram sempre os precedentes da queda espiritual do nosso povo e atrás dessa queda sobrevieram as desgraças.
Foi por este motivo que D-us nos obrigou, durante uma semana por ano, a abandonar a nossa casa e sentir-nos temporários numa cabana, cujo precário tecto não nos proporciona segurança e nem sequer nos protege das chuvas. Esta mitzvá de viver na Sucá durante sete dias é, precisamente o meio para cumprir com o que nos ordena o Versículo: ”E recordarás que D-us...”
Leis costumes de Sucot
“E no quinze do sétimo mês, quando termine a colheita, celebrareis festa ao Eterno (a festa das cabanas) durante sete dias. O primeiro dia será de restrito descanso, como também o oitavo dia. E tomareis para vossos frutos de cidra (árvore cítrica), folhas de palma, ramos de mirta e de salgueiro de uma pequena corrente de água corrente e vos regozijareis perante o Eterno, vosso D-us, durante sete dias. Será uma festa de sete dias durante o ano para o Eterno. Lei eterna será para vós, esta festa, para que a celebreis anualmente cada sétimo mês. Vivereis em cabanas nesses sete dias. Cada natural de Israel habitará em cabanas, para que vossas gerações saibam que fiz habitar os Filhos de Israel em tendas quando vos libertei da terra do Egipto: Eu, o Eterno, vosso D-us” (Vaikrá 23:39-43)
São quatro os preceitos que a Torá nos encomenda na festa de Sucot:
1.- “O primeiro dia será descanso, como também o oitavo”.
2.- “Celebrareis festividade ao Eterno durante sete dias... e vos regozijareis perante o Eterno, vosso D-us, durante sete dias”.
Todo o trabalho que está proibido realizar em Shabat, está proibido fazê-lo no primeiro e no oitavo dias de Sucot, como nas demais festividades, excepto os mesteres necessários para a preparação de alimentos, o transporte de objectos pela via pública e passar pelo fogo de uma torcida pré acendida a uma outra.
A comparação dos dias festivos com Shabat encontramo-la em vários pesukim (versículos) da Torá, nos quais as festas são nomeadas com o nome de “Shabat Shabaton”. A respeito de Sucot, lemos em Vaikrá 23:39: “E no dia quinze do mês sétimo da colheita, celebrareis festividade o Eterno durante sete dias. O primeiro será de restrito descanso, como também no oitavo dia”.
Entretanto, a Torá permitiu realizar as tarefas indispensáveis para a celebração da festa (“E o alimento da pessoa, apenas é, e será feito para vós”). Foi desta maneira que nos permitiu cozinhar o necessário para o mesmo dia mas não de um dia festivo para o seguinte ou do dia festivo para Shabat (excepto com Eruv Tavshlim). Apesar de nos permitir cozinhar, proibiu-nos acender ou apagar fogo, como também nos foi proibido o uso da electricidade, permitindo-se apenas acender o fogo de uma torcida pré-acendida.
Devido a que está permitido transportar alimentos pela via pública, também nos está permitido tirar qualquer objecto necessário como as chaves do apartamento, por exemplo.
3.- “E tomareis para vossos frutos de cidra, folhas de palma e salgueiro de corrente”.
Todos os preceitos devem cumprir-se da melhor maneira possível, procurando embelezá-los segundo os nossos meios materiais.
“Este é o meu D-us e a sua beleza”, disse o versículo. Por isso devemos esmerar-nos no embelezamento das mitzvot, em especial na do lulav, o qual está mencionado como “Fruto eleito”.
São quatro os componentes deste preceito: um Lulav (palmeira), um Etrog (cidra), três Adassim (ramos de mirta) e dois Aravot (ramos de salgueiro).
Dezenas de livros se escreveram sobre os detalhes e leis da Sucá e do Lulav, pelo que não temos a possibilidade de abarcar neste comentário todo o tema. Apenas se exporão aqui algumas leis para que sirvam de guia básico. Para maiores detalhes sobre este caso, recomendamos a consulta de um rabino da comunidade.
O Lulav (palmeira) deverá ter como medida mínima 4 amot (32-40 cm), apresentar umm tronco recto e verde (não deverá estar seco) e os suas folhas não devem estar demasiado abertas (caídas); as duas últimas folhas deverão estar completas e pagadas (tiomet).
O Etrog (cidra) deverá ter como mínimo o tamanho/peso de um ovo ( 60-100 gr), e possuir forma oval e não redonda: a sua côr deve ser amarela ou verde amarelado e deve ser uma fruta fresca ( não deve ser do ano passado). Não deve apresentar nenhuma perfuração e deve estar completo, isto é, que deve ter a parte correspondente ao ramo e à coroa (se esta última caiu enquanto o Etrog estava na árvore, este considera-se apto para cumprir a mitzvá). Não devem ver-se manchas negras ou brancas na maioria do fruto ou na sua parte superior (aonde ainda uma pequena mancha negra ou danificava), nem rasura alguma que atravesse a cáscara verde em toda a sua espessura.
Na actualidade encontram-se no mercado muitos tipos de incetos de Etrog, em especial com limão, que nãao são aptos para cumprir o preceito, pelo que é muito importante certificar-se de que os Etroguim foram plantados colhidos por pessoas temerosas a D-us.
Entre as características do Etrog que se diferenciam do limão, encontra-se o seu aspecto exterior enrugado (o limão é liso); na sua maioria têm uma cáscara seca (o limão com sumo), a sua rama está incrustrada (enquanto que no limãao sobressai). De qualquer modo, existem hoje excertos tãao perfeitos que exteriormente é impossível diferenciá-los.
Os três Adassim (ramos de mirta): da palavra “avot”, deduziram os nossos Sábios que o arbusto escolhido por D~us deve apresentar como mínimo três folhas no mesmo gomo e que as folhas devem tapar-se uma às outras (se as três folhas não crescem à mesma altura, denomina-se “shoté” e não é válido para cumprir a mitzvá). Cada ramo deve ter no mínimo 3 amot (24-30 cm), as suas folhas frescas e completo o seu extremo superior. Devido a que se secam rápidamente deve-se procurar manter as Aravot em lugares frescos e húmidos e substituí-las quando as folhas começam a cair ou a secar. Devem-se ter os msmos cuidados no que respeita às Aravot que se utilizam em Hoshaná rabá.
Dos Aravot (ramas de sauce). Cada ramo deve ter no mínimo 3 amot (24-30 cm), as suas folhas frescas e completo o seu extremo superior. Devido a que se secam rápidamente deve-se procurar manter as Aravot em lugares frescos e húmidos e substituí-las quando as folhas começam a cair ou a secar. Devem-se ter os msmos cuidados no que respeita às Aravot que se utilizam em Hoshaná rabá.
Antes de pegar nas quatro espécies, deve bendizer-se, “Al netilat Lulav”, (no primeiro dia também se deve pronunciar a benção de “Sheheheianu”). Depois pega-se no Lulav (amarrado com uma folha de palmeira junto com os Adassim e as Aravot) na mão direita e o Etrog na mão esquerda; unem-se as mãos, agitam-se as quatro espécies nos seis sentidos. Costuma-se a bendizer pelas Arbaat Hamanim (as quatro espécies) na sinagoga, no momento de Halel. Há quem o faça na Sucá, aantes daa reza matutina.
Muitas foram as explicações e causas expostas pelos nossos Sábios a respeito deste preceito.
Um dos mais divulgados símbolos que reflectem as quatro espécies, recorda-nos os diferentes filhos que formam a grande família do povo de Israel: o Etrog, por exemplo, que possui côr e sabor, simboliza o perfeito conhecedor da Torá e observante dos preceitos; o Lulav, que representa frutos mas que possui cheiro, simboliza aquele que é recto observante mas sem conhecimentos; o Adás, com com cheiro sem frutos, representa o malvado que, conhecendo a Torá, não a cumpre; a Aravá, sem fruto nem cheiro, é o exemplo do judeu simples que não conhece nem cumpre com os preceitos.
Apesar da direfença entre estes quatro tipos de pessoas, a Torá obriga-nos a uni-los (Agudá achat) e a elevá-los por intermédio do cumprimento dos preceitos, para D-us, o que simboliza, ao mesmo tempo a arebut (responsabilidade recíproca) entre todos os judeus, em qualquer lugar onde se encontrasse, quer em terreno físico quer espiritual.
4.- ”Vivereis em cabanas nesses sete dias”.
“Vivereis em cabanas nesses sete dias. Cada naturalde Israel habitará em cabanas, paara que vossas gerações saibam que fiz habitar os filhos de Israel em tendas quando os libertei da Terra do Egipto; Eu, o Eterno, vosso D-us”: O preceito característico desta festa é o de viver na Sucá.
Muitos foram os comentários escritos pelos nossos Sábios a respeito da Sucá. De entre as conclusões que se extraem do estudo da Torá, deduzem que existe a obrigação de “sentar-se” dentro da Sucá e é por isso que esta não deve ser demasiado alta (até 20 amot, isto é, não ser mais alta que 10’ 12 metros).
Por outro lado, as ripas do tecto não dvem cobrir totalmente a cabana, para que se possa ver o céu (então a sucá assemalhar-se-ia a uma casa). Por este motivo, deverá ter um tecto com ramos de árvores ou canas, arrancadas das suas raízes (a que se constrói debaixo de uma árvore ou de um balcão não é apta).
Essas ripas ou madeiras, na sua maioria, nãao devem proceder de instrumentos desmantelados (como escadas, camas, caixas para transporte, restos de construção, etc). Também não deverão ser roubados nem públicos, devido a que a Torá nos advertiu:”Farás para ti”.
A ramagem do tecto deve ser espessa ou suficiente para que até ao último dia da festa prodiga mais sombra que sol (sobre o sol) ao meio dia. Os ramos não devem ser colocados sem intenção (cavaná) ou antes um mês antes de Sucot.
Os ramos não devem cheirar mal ou estar secos ao ponto das folhas caírem dentro da Sucá, devido a que seria indesejável habitar nela, contadizendo assim a Torá que disse:”Sete dias sentar-vos-eis aí”.
As paredes da Sucá têm que ser três, com uma altura mínima de um metro. Podem ser feitas de qualquer material, com a condição de que sejam bastante rígidas para poder suportar um vento normal e não oscilar mais de 10 cm( por esta razão,as cabanas de pano que não estão reforçadas com arame ou madeira não são aptas para o cumprimento do preceito).
Devido a que a altura obrigatória da Sucá é de um metro, pode-se construir uma Sucá com 4 ripas de madeira, separados por uma distância de mais de 70 cm, rodeando cinco vezes as ditas ripas com uma corda ou arame (cada linha deve estar a menos de 24 com da seguinte devido a que o vazio de menos de 3 tefachim-24cm- não se considera como tal).
Deve-se construir primeiro as paredes e só depois colocar o arame. Este último não deve ser pregado nem reforçado com madeira ou cordas que não sejam aptas para o arame da Sucá.
A Sucá construída dentro de asa por meio de tectos demontáveis, não poderá ter desde a parede até o arame mais de 4 amot (2 m) para que se possa considerar como a curvatura da parede (dofen akumá).
A Sucá deve ser construída de tal modo que se possa viver (comer e dormir) sem empedimentos nem incómodos. Se uma pessoa não pode suportar o frio ou os insectos, não se considera Sucá e não cumpre com o preceito ainda que se esforce para comer e dormir nela.
A mitzvá obriga-nos a viver sete dias na Sucá, pelo que devemos fazer todos os possíveis por sentir-nos “em casa”, por meio de uma formosa Sucá bem ornamentada com bons utensílios e cómodos assentos e camas.
Estamos obrigados a comer (apenas se considera comida se os alimentos são acompanhados de pão) e dormir na Sucá durante sete dias(8 no estrangeiro).
Devemos procurar permanecer o maior tempo possível dentro da Sucá. A primeira noite estamos obrigados a comer, ainda se não o desejamos, a diferença dos demais dias em que se comemos pão não há obrigação de fazê-lo na Sucá.
Em Simchá Torá (último dia de Sucot) está proibido comer e dormir na Sucá, pois a Torá ordenou-nos fazê-lo durante sete dias (oito no estrangeiro) e não 8 (9 no estrangeiro).
Todos os adornos e frutos pendurados na Sucá não deverão ser usados ou conssumidos até depois da festa, ainda se se caem por si sós.
Com a benção do pão deverá bendizer “Leshev BaSucá”, excepto no primeiro dia e em Shabat, que sepronuncia o Kidush. Na primeira noite agrega-se também a benção de “Shehecheianu”.
Hoshaná Rabá
O último dia do Hol Hamoed de Sucot é denominado Hoshaná Rabá, devido às múltiplas repetições da oração “Hosha-ná” (Salva-nos, por favor), que se diz em todos os serviços matutinos da festa, nos quais se costuma rodear a Tevá com o Sefer Torá, dando uma volta cada dia e no último, Hoshaná Rabá, sete em recordação dos rodeios das muralhas de Jericó (Yerichó).
Outras das obrigações deste dia é o atalho que se realiza com a Aravá, que fizeram os nossos Sábios em recordação do preceito de rodear o altar do Templo durante toda a festa de Sucot com estas espécies. Ainda que com um só ramo se possa cumprir esta mitzvá, costuma-se amarrar em forma de cacho cinco ramos (com as mesmas características apontadas anteriormente com respeito à Artavá e ao Lulav). Depois o atalho, costuma-se bater com eles no solo da terra.
Também se costuma estudar toda a noite ou ler Tikun Hoshaná Rabá, recordando desta maneira que se finaliza o ciclo anual da leitura da Torá em Simchá torá.
Segundo o Midrash, D-us julga em Rosh Hashaná, ditamina em Yom Kipur e reafirma a Sua sentença em Hoshaná Rabá, pelo que este dia de estudos e orações é muito importante para consolidar a nossa estabilidade espiritual que nos permite, por sua vez, mudar os desígnios desfavoráveis que foram decretados desde os Céus.
Simchá Torá
“Ao oitavo dia , que será de sagrada convocação para vós, apresentareis oferta ao Eterno e não fareis nenhum trabalho” (Vaikrá 23:36).
No oitavo dia de “Atseret“(descanso), a expressão “Nenhum trabalho fareis neste dia” não pertence a Sucot senão que se trata de uma festa de per si, como disse o Midrash Rabá: “Depois de quase um mês de contínua convivência com a Divindade, vem D-us e pede-nos que nos retenhamos um dia mais com Ele”.
Neste dia, termina-se e começa-se novamente a leitura da Torá pois de aí provém o nome Simchá Torá, devido a que o estudo e o cumprimento da Torá deve fazer-se com alegria.
Nos serviços de Simchá Torá costuma-se tirar todos os Sifré Torá (Rolos da Torá) e dançar diante deles em sinal de alegria, como aconteceu quando o Rei David trouxe a Arca da Aliança a Jerusalém e como conta o profeta Samuel (Shmuel), o mesmo Rei dançava diante da Arca como um jovem.
Costuma-se repetir a leitura da Torá quantas vezes seja necessário para que todos os correligionários possam “subir” à Tevá e também se costuma reunir todos os meninos menores de 13 anos para que subam todos juntos à leitura.
Aquele que finaliza como aquele que começa a leitura do Sefer Torá , denominam-se “Chatné Torá” (noivos da Torá) quem costumam convidar os assistentes a um Kidush festivo, expressando assim o regozijo pela honra recebida nesse dia.
“Alegrem-se e disfrutem da alegria da Torá”.
RaShBaM comenta:”Uma vez recolhido o produto da tua era e do teu lagar”, quando a tua casa esteja repleta de tudo o que é necessário, lembra-te que em cabanas se mantiveram os Filhos de Israel, sem assentamentos nem descansos.
Então “lembrar-te-ás de todo o trajecto pelo qual te encaminhou o Eterno, teu D-us, quarenta anos no deserto e comeste maná para que saibas que nem só de pão vive uma pessoa, senão pela palavra de D-us viverá o homem”.
E porque te obriga a tudo isto:”Pois o Eterno, teu D-us, te traz à boa terra... Não vá acontecer que comas, te fartes, construas boas casas, te fixes, se eleve o teu coração te esqueças do Eterno, teu D-us, que te tirou da Terra do Egipto e te levou pelo enorme deserto cheio de serpentes, cobras e escorpiões; e quando estavas sedento, tirou água das rochas, e te deu de comer maná... E dirás no teu interior: minha força e meu poder fizeram-me toda esta grandeza; e recordarás o Eterno, teu D-us, pois ele te deu a força para fazer o poder”:
Porque é que D-us fixou a festa de Sucot na época da recolecção dos grãos do campo e da uva e nos obrigou a abandonar as nossas casas? Para recordarmos que os nossos antepassados não tiveram descanso nem residência fixa para que as pessoas não se orgulhassem com os seus bens e se esqueçam de D-us. Com estas palavras a Torá adverte-nos sobre o perigo da riqueza e do poder: Não aconteça que vás a acreditar em ti mesmo e te esqueças do teu Criador.
O orgulho é o maior inimigo do reconhecimento de D-us. Como disse o Talmud: “A Divindade pode habitar com todos excepto com o orgulhoso”.
Como comprovamos ao longo da nossa história, desde Moshé Rabenu até aos nossos dias, o bem estar e a tranquilidade económica foram sempre os precedentes da queda espiritual do nosso povo e atrás dessa queda sobrevieram as desgraças.
Foi por este motivo que D-us nos obrigou, durante uma semana por ano, a abandonar a nossa casa e sentir-nos temporários numa cabana, cujo precário tecto não nos proporciona segurança e nem sequer nos protege das chuvas. Esta mitzvá de viver na Sucá durante sete dias é, precisamente o meio para cumprir com o que nos ordena o Versículo: ”E recordarás que D-us...”
Leis costumes de Sucot
“E no quinze do sétimo mês, quando termine a colheita, celebrareis festa ao Eterno (a festa das cabanas) durante sete dias. O primeiro dia será de restrito descanso, como também o oitavo dia. E tomareis para vossos frutos de cidra (árvore cítrica), folhas de palma, ramos de mirta e de salgueiro de uma pequena corrente de água corrente e vos regozijareis perante o Eterno, vosso D-us, durante sete dias. Será uma festa de sete dias durante o ano para o Eterno. Lei eterna será para vós, esta festa, para que a celebreis anualmente cada sétimo mês. Vivereis em cabanas nesses sete dias. Cada natural de Israel habitará em cabanas, para que vossas gerações saibam que fiz habitar os Filhos de Israel em tendas quando vos libertei da terra do Egipto: Eu, o Eterno, vosso D-us” (Vaikrá 23:39-43)
São quatro os preceitos que a Torá nos encomenda na festa de Sucot:
1.- “O primeiro dia será descanso, como também o oitavo”.
2.- “Celebrareis festividade ao Eterno durante sete dias... e vos regozijareis perante o Eterno, vosso D-us, durante sete dias”.
Todo o trabalho que está proibido realizar em Shabat, está proibido fazê-lo no primeiro e no oitavo dias de Sucot, como nas demais festividades, excepto os mesteres necessários para a preparação de alimentos, o transporte de objectos pela via pública e passar pelo fogo de uma torcida pré acendida a uma outra.
A comparação dos dias festivos com Shabat encontramo-la em vários pesukim (versículos) da Torá, nos quais as festas são nomeadas com o nome de “Shabat Shabaton”. A respeito de Sucot, lemos em Vaikrá 23:39: “E no dia quinze do mês sétimo da colheita, celebrareis festividade o Eterno durante sete dias. O primeiro será de restrito descanso, como também no oitavo dia”.
Entretanto, a Torá permitiu realizar as tarefas indispensáveis para a celebração da festa (“E o alimento da pessoa, apenas é, e será feito para vós”). Foi desta maneira que nos permitiu cozinhar o necessário para o mesmo dia mas não de um dia festivo para o seguinte ou do dia festivo para Shabat (excepto com Eruv Tavshlim). Apesar de nos permitir cozinhar, proibiu-nos acender ou apagar fogo, como também nos foi proibido o uso da electricidade, permitindo-se apenas acender o fogo de uma torcida pré-acendida.
Devido a que está permitido transportar alimentos pela via pública, também nos está permitido tirar qualquer objecto necessário como as chaves do apartamento, por exemplo.
3.- “E tomareis para vossos frutos de cidra, folhas de palma e salgueiro de corrente”.
Todos os preceitos devem cumprir-se da melhor maneira possível, procurando embelezá-los segundo os nossos meios materiais.
“Este é o meu D-us e a sua beleza”, disse o versículo. Por isso devemos esmerar-nos no embelezamento das mitzvot, em especial na do lulav, o qual está mencionado como “Fruto eleito”.
São quatro os componentes deste preceito: um Lulav (palmeira), um Etrog (cidra), três Adassim (ramos de mirta) e dois Aravot (ramos de salgueiro).
Dezenas de livros se escreveram sobre os detalhes e leis da Sucá e do Lulav, pelo que não temos a possibilidade de abarcar neste comentário todo o tema. Apenas se exporão aqui algumas leis para que sirvam de guia básico. Para maiores detalhes sobre este caso, recomendamos a consulta de um rabino da comunidade.
O Lulav (palmeira) deverá ter como medida mínima 4 amot (32-40 cm), apresentar umm tronco recto e verde (não deverá estar seco) e os suas folhas não devem estar demasiado abertas (caídas); as duas últimas folhas deverão estar completas e pagadas (tiomet).
O Etrog (cidra) deverá ter como mínimo o tamanho/peso de um ovo ( 60-100 gr), e possuir forma oval e não redonda: a sua côr deve ser amarela ou verde amarelado e deve ser uma fruta fresca ( não deve ser do ano passado). Não deve apresentar nenhuma perfuração e deve estar completo, isto é, que deve ter a parte correspondente ao ramo e à coroa (se esta última caiu enquanto o Etrog estava na árvore, este considera-se apto para cumprir a mitzvá). Não devem ver-se manchas negras ou brancas na maioria do fruto ou na sua parte superior (aonde ainda uma pequena mancha negra ou danificava), nem rasura alguma que atravesse a cáscara verde em toda a sua espessura.
Na actualidade encontram-se no mercado muitos tipos de incetos de Etrog, em especial com limão, que nãao são aptos para cumprir o preceito, pelo que é muito importante certificar-se de que os Etroguim foram plantados colhidos por pessoas temerosas a D-us.
Entre as características do Etrog que se diferenciam do limão, encontra-se o seu aspecto exterior enrugado (o limão é liso); na sua maioria têm uma cáscara seca (o limão com sumo), a sua rama está incrustrada (enquanto que no limãao sobressai). De qualquer modo, existem hoje excertos tãao perfeitos que exteriormente é impossível diferenciá-los.
Os três Adassim (ramos de mirta): da palavra “avot”, deduziram os nossos Sábios que o arbusto escolhido por D~us deve apresentar como mínimo três folhas no mesmo gomo e que as folhas devem tapar-se uma às outras (se as três folhas não crescem à mesma altura, denomina-se “shoté” e não é válido para cumprir a mitzvá). Cada ramo deve ter no mínimo 3 amot (24-30 cm), as suas folhas frescas e completo o seu extremo superior. Devido a que se secam rápidamente deve-se procurar manter as Aravot em lugares frescos e húmidos e substituí-las quando as folhas começam a cair ou a secar. Devem-se ter os msmos cuidados no que respeita às Aravot que se utilizam em Hoshaná rabá.
Dos Aravot (ramas de sauce). Cada ramo deve ter no mínimo 3 amot (24-30 cm), as suas folhas frescas e completo o seu extremo superior. Devido a que se secam rápidamente deve-se procurar manter as Aravot em lugares frescos e húmidos e substituí-las quando as folhas começam a cair ou a secar. Devem-se ter os msmos cuidados no que respeita às Aravot que se utilizam em Hoshaná rabá.
Antes de pegar nas quatro espécies, deve bendizer-se, “Al netilat Lulav”, (no primeiro dia também se deve pronunciar a benção de “Sheheheianu”). Depois pega-se no Lulav (amarrado com uma folha de palmeira junto com os Adassim e as Aravot) na mão direita e o Etrog na mão esquerda; unem-se as mãos, agitam-se as quatro espécies nos seis sentidos. Costuma-se a bendizer pelas Arbaat Hamanim (as quatro espécies) na sinagoga, no momento de Halel. Há quem o faça na Sucá, aantes daa reza matutina.
Muitas foram as explicações e causas expostas pelos nossos Sábios a respeito deste preceito.
Um dos mais divulgados símbolos que reflectem as quatro espécies, recorda-nos os diferentes filhos que formam a grande família do povo de Israel: o Etrog, por exemplo, que possui côr e sabor, simboliza o perfeito conhecedor da Torá e observante dos preceitos; o Lulav, que representa frutos mas que possui cheiro, simboliza aquele que é recto observante mas sem conhecimentos; o Adás, com com cheiro sem frutos, representa o malvado que, conhecendo a Torá, não a cumpre; a Aravá, sem fruto nem cheiro, é o exemplo do judeu simples que não conhece nem cumpre com os preceitos.
Apesar da direfença entre estes quatro tipos de pessoas, a Torá obriga-nos a uni-los (Agudá achat) e a elevá-los por intermédio do cumprimento dos preceitos, para D-us, o que simboliza, ao mesmo tempo a arebut (responsabilidade recíproca) entre todos os judeus, em qualquer lugar onde se encontrasse, quer em terreno físico quer espiritual.
4.- ”Vivereis em cabanas nesses sete dias”.
“Vivereis em cabanas nesses sete dias. Cada naturalde Israel habitará em cabanas, paara que vossas gerações saibam que fiz habitar os filhos de Israel em tendas quando os libertei da Terra do Egipto; Eu, o Eterno, vosso D-us”: O preceito característico desta festa é o de viver na Sucá.
Muitos foram os comentários escritos pelos nossos Sábios a respeito da Sucá. De entre as conclusões que se extraem do estudo da Torá, deduzem que existe a obrigação de “sentar-se” dentro da Sucá e é por isso que esta não deve ser demasiado alta (até 20 amot, isto é, não ser mais alta que 10’ 12 metros).
Por outro lado, as ripas do tecto não dvem cobrir totalmente a cabana, para que se possa ver o céu (então a sucá assemalhar-se-ia a uma casa). Por este motivo, deverá ter um tecto com ramos de árvores ou canas, arrancadas das suas raízes (a que se constrói debaixo de uma árvore ou de um balcão não é apta).
Essas ripas ou madeiras, na sua maioria, nãao devem proceder de instrumentos desmantelados (como escadas, camas, caixas para transporte, restos de construção, etc). Também não deverão ser roubados nem públicos, devido a que a Torá nos advertiu:”Farás para ti”.
A ramagem do tecto deve ser espessa ou suficiente para que até ao último dia da festa prodiga mais sombra que sol (sobre o sol) ao meio dia. Os ramos não devem ser colocados sem intenção (cavaná) ou antes um mês antes de Sucot.
Os ramos não devem cheirar mal ou estar secos ao ponto das folhas caírem dentro da Sucá, devido a que seria indesejável habitar nela, contadizendo assim a Torá que disse:”Sete dias sentar-vos-eis aí”.
As paredes da Sucá têm que ser três, com uma altura mínima de um metro. Podem ser feitas de qualquer material, com a condição de que sejam bastante rígidas para poder suportar um vento normal e não oscilar mais de 10 cm( por esta razão,as cabanas de pano que não estão reforçadas com arame ou madeira não são aptas para o cumprimento do preceito).
Devido a que a altura obrigatória da Sucá é de um metro, pode-se construir uma Sucá com 4 ripas de madeira, separados por uma distância de mais de 70 cm, rodeando cinco vezes as ditas ripas com uma corda ou arame (cada linha deve estar a menos de 24 com da seguinte devido a que o vazio de menos de 3 tefachim-24cm- não se considera como tal).
Deve-se construir primeiro as paredes e só depois colocar o arame. Este último não deve ser pregado nem reforçado com madeira ou cordas que não sejam aptas para o arame da Sucá.
A Sucá construída dentro de asa por meio de tectos demontáveis, não poderá ter desde a parede até o arame mais de 4 amot (2 m) para que se possa considerar como a curvatura da parede (dofen akumá).
A Sucá deve ser construída de tal modo que se possa viver (comer e dormir) sem empedimentos nem incómodos. Se uma pessoa não pode suportar o frio ou os insectos, não se considera Sucá e não cumpre com o preceito ainda que se esforce para comer e dormir nela.
A mitzvá obriga-nos a viver sete dias na Sucá, pelo que devemos fazer todos os possíveis por sentir-nos “em casa”, por meio de uma formosa Sucá bem ornamentada com bons utensílios e cómodos assentos e camas.
Estamos obrigados a comer (apenas se considera comida se os alimentos são acompanhados de pão) e dormir na Sucá durante sete dias(8 no estrangeiro).
Devemos procurar permanecer o maior tempo possível dentro da Sucá. A primeira noite estamos obrigados a comer, ainda se não o desejamos, a diferença dos demais dias em que se comemos pão não há obrigação de fazê-lo na Sucá.
Em Simchá Torá (último dia de Sucot) está proibido comer e dormir na Sucá, pois a Torá ordenou-nos fazê-lo durante sete dias (oito no estrangeiro) e não 8 (9 no estrangeiro).
Todos os adornos e frutos pendurados na Sucá não deverão ser usados ou conssumidos até depois da festa, ainda se se caem por si sós.
Com a benção do pão deverá bendizer “Leshev BaSucá”, excepto no primeiro dia e em Shabat, que sepronuncia o Kidush. Na primeira noite agrega-se também a benção de “Shehecheianu”.
Hoshaná Rabá
O último dia do Hol Hamoed de Sucot é denominado Hoshaná Rabá, devido às múltiplas repetições da oração “Hosha-ná” (Salva-nos, por favor), que se diz em todos os serviços matutinos da festa, nos quais se costuma rodear a Tevá com o Sefer Torá, dando uma volta cada dia e no último, Hoshaná Rabá, sete em recordação dos rodeios das muralhas de Jericó (Yerichó).
Outras das obrigações deste dia é o atalho que se realiza com a Aravá, que fizeram os nossos Sábios em recordação do preceito de rodear o altar do Templo durante toda a festa de Sucot com estas espécies. Ainda que com um só ramo se possa cumprir esta mitzvá, costuma-se amarrar em forma de cacho cinco ramos (com as mesmas características apontadas anteriormente com respeito à Artavá e ao Lulav). Depois o atalho, costuma-se bater com eles no solo da terra.
Também se costuma estudar toda a noite ou ler Tikun Hoshaná Rabá, recordando desta maneira que se finaliza o ciclo anual da leitura da Torá em Simchá torá.
Segundo o Midrash, D-us julga em Rosh Hashaná, ditamina em Yom Kipur e reafirma a Sua sentença em Hoshaná Rabá, pelo que este dia de estudos e orações é muito importante para consolidar a nossa estabilidade espiritual que nos permite, por sua vez, mudar os desígnios desfavoráveis que foram decretados desde os Céus.
Simchá Torá
“Ao oitavo dia , que será de sagrada convocação para vós, apresentareis oferta ao Eterno e não fareis nenhum trabalho” (Vaikrá 23:36).
No oitavo dia de “Atseret“(descanso), a expressão “Nenhum trabalho fareis neste dia” não pertence a Sucot senão que se trata de uma festa de per si, como disse o Midrash Rabá: “Depois de quase um mês de contínua convivência com a Divindade, vem D-us e pede-nos que nos retenhamos um dia mais com Ele”.
Neste dia, termina-se e começa-se novamente a leitura da Torá pois de aí provém o nome Simchá Torá, devido a que o estudo e o cumprimento da Torá deve fazer-se com alegria.
Nos serviços de Simchá Torá costuma-se tirar todos os Sifré Torá (Rolos da Torá) e dançar diante deles em sinal de alegria, como aconteceu quando o Rei David trouxe a Arca da Aliança a Jerusalém e como conta o profeta Samuel (Shmuel), o mesmo Rei dançava diante da Arca como um jovem.
Costuma-se repetir a leitura da Torá quantas vezes seja necessário para que todos os correligionários possam “subir” à Tevá e também se costuma reunir todos os meninos menores de 13 anos para que subam todos juntos à leitura.
Aquele que finaliza como aquele que começa a leitura do Sefer Torá , denominam-se “Chatné Torá” (noivos da Torá) quem costumam convidar os assistentes a um Kidush festivo, expressando assim o regozijo pela honra recebida nesse dia.
“Alegrem-se e disfrutem da alegria da Torá”.
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